domingo, 1 de agosto de 2010

Atlanta parte 4 - O mundo Coca-Cola

Atlanta é uma cidade linda, limpa, verde, moderna, com várias atrações turísticas: lá é a terra natal de Martin Luther King (cuja casa de nascimento é um museu que, infelizmente, não tive tempo de visitar), tem o maior aquário do mundo (visita relatada na postagem anterior), é a sede da CNN e também da Coca-Cola, cuja visita mostro agora.

Como já falei anteriormente, minha prioridade em Atlanta não foi o turismo, mas as poucas vezes que as reuniões na Conferência Geral terminavam mais cedo,  eu aproveitava pra dar uma volta (e dos 11 dias que passei lá, isso só aconteceu 4 vezes). 

Nesta época do ano (e ainda por cima com o horário de verão) o sol se escondia em torno das 9:00 da noite, então dava pra bater perna legal, ainda com o dia claro.

Num desses meus raros passeios, fui fazer a visita guiada ao "World of Coca-Cola". Como esse lugar mágico fica pertinho do hotel em que estava hospedada, fui à pé mesmo.

No caminho, registrei algumas belas cenas das ruas:
Reparem os banner's (azul e branco) nos postes ao longo da rua: são o anúncio da Conferência Geral aos moradores de Atlanta. E assim, várias ruas do centro também tinham esses banner's
Várias referências às Olimpíadas que aconteceram na cidade, em 1996
Não há carros estacionados nas ruas (só taxis)
Que graça, não? Queria tanto ter conhecido este museu, mas quando passei aí,  já estava fechado
Cheguei!
No 1º salão
no 2º salão, tudo é bem retrô. Adorei!
Aqui é uma sala de cinema, onde assistimos um filme de animação, mostrando o que supostamente acontece quando uma pessoa põe uma moeda na máquina de Coca-cola, até ela chegar na mão do usuário
Depois do filminho divertido, monitora explica o próximo passo da excursão
Chegamos a um salão todo colorido
Personagens do filminho
Sim, a próxima atração é um filme 3D, com referências à Copa do mundo na África do Sul


Esperando a vez de entrar
Esta geringonça é personagem do filme 3D
De volta ao salão colorido
Tão lindas estas cocas customizadas!
Subindo ao 1º andar
Isso aqui foi demais! A sala de degustação: o visitante pode experimentar todos os refris da família Coca-cola do mundo inteiro!
Apesar de ter sido zuada em praça pública pelo meu amigo Valmir Moratelli (hahahahahahaha), eu GARANTO que é o máximo!




Um trilho de Cocas passando em cima da nossa cabeça...
na nossa frente...
Pra todo lado!
É Coca em profusão
Depois de me embebedar, a última parte do passeio: a lojinha, com milhões de produtos Coca-cola. 
Enlouqueci lá dentro! 
Do lado de fora, um parque lindo
O prédio de vidro é onde se faz essa visita guiada


De volta ao hotel, me deu uma sede, o que eu bebi??? Adivinha????
Originalidade, aqui, é mato!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Atlanta parte 3 - Passeios em ótima companhia

No 1º sábado em Atlanta, os queridos Pr. Rogério Sathler (meu companheiro de "delegacia") e sua esposa Elaine, daqui de BH, encontraram, no meio da multidão presente no Georgia Dome, um casal amigo deles, que mora há anos na Flórida, o mineiro André e a natalense Verônica (com a filha Natália). Na maior boa vontade e carinho, eles nos levaram pra passear à noite de carro. Demos uma ótima volta na cidade e pra fechar o dia, fomos comer no Cheesecake Factory, uma famosa rede de restaurantes, que tem um menu incrível e super variado! Sem falar no ambiente, muito agradável!

Foi aqui que eu experimentei o melhor refrigerante do mundo: morango com limão! Que loucura!
 

Olha as caras de satisfação! 

Os meus novos amigos, pessoas maravilhosas:
 

No domingo, aproveitando que eu só teria reunião à tarde, saí de novo com a mesma turma, dessa vez pra conhecer o maior aquário do mundo! Uma das coisas mais espantosas que já vi na vida!

Na entrada, sem nenhuma "noção do perigo", a gente nem imagina a grandiosidade do que vai ver lá dentro!

Logo no 1º salão, o 1º susto!


Daí pra frente, um susto atrás do outro!

Coisa incrível esta arraia vestida de oncinha, toda perua! (Foto roubada da Elaine)
 
Sim, as pessoas passam a mão nessas arraias melequentas e peixes com textura de borracha! Até eu passei, blârq!
Eu enlouqueci quando vi isso! 
Já pensou, uma noite do pijama em pleno aquário? 
Que sonho!

Voltando felizes pro hotel, depois de uma passeio extraordinário e inesquecível!

O grande oráculo Google ainda me contou que o Georgia Aquarium foi inaugurado em 2005, tem o design de um navio e sua construção é avaliada em US$ 200 milhões. Apresenta 60 diferentes habitat's para as 500 espécies de animais e abriga 100 mil peixes em oito milhões de galões de água!
Não é um espanto?

Assista a estes videozinhos que eu fiz. São amadores, mui humildes, mas ver o movimento dos peixes é ainda mais impactante!




Davi, o grande poeta bíblico, disse no Salmo 19 que "os céus proclamam a glória de Deus"; eu completaria dizendo que as maravilhas do fundo do mar também proclamam, viu?
ESPETÁCULO!

domingo, 11 de julho de 2010

Atlanta parte 2 - a viagem

Saí de Belo Horizonte na tarde de quarta-feira, dia 23 de junho, rumo ao aeroporto de Guarulhos-SP, onde pegaria meu voo às 10:00 da noite pra Atlanta, com uma breve parada no aeroporto de Washington.

Logo no início da viagem, ainda nos céus de Minas Gerais, uma linda paisagem pra inspirar:



Cheguei no aeroporto de Guarulhos umas 4:30 da tarde e o check in da United Airlines só abriria às 6:00. Fui logo pra fila, porque o tumulto de gente (inclusive com o mesmo destino que eu) já se esboçava assustador!

Enquanto os clientes da UA aguardavam entediados na fila, eis que surgem à nossa frente, pomposos e gigantes, os vitoriosos atletas da Seleção Masculina de Volei do Brasil. Nossa, que máximo! 
Quase que eu puxei o Hino Nacional em Si bemol!

Todo mundo, tímido, só ficou admirando de longe; poucos foram os corajosos que pediram pra tirar fotos com eles. Eu mesma fiquei com vergonha, mas bem que me arrependi depois, porque o técnico Bernardinho, muito educado, passou pedindo licença do meu lado e seu filho, o levantador Bruninho, acompanhado da mãe, Vera Mossa (ex jogadora da Seleção Brasileira de Volei), passou 2 vezes do meu lado. A essa altura, as pessoas já estavam mais atrevidinhas e ele, muito simpático, sob o olhar coruja da mãe, ficou parado um tempão, tirando fotos com vários fãs.
Fiz que fui, mas não fui!
Ah, tudo bem, vai!

O avião pra Washington saiu na hora prevista e estava lotado. Não é nada fácil fazer uma longa viagem sentada numa poltrona apertada, sem lugar pra, pelo menos, esticar as canelas! Afe!
Mas a opção de vários canais de música e filmes foi um consolo que ajudou a amenizar a agonia de não achar uma posição confortável naquela longa noite!

Graças a Deus chegamos bem em Washington, na hora prevista, (umas 6:30 da manhã) e fomos direto passar pelos procedimentos legais de entrada nos EUA. Foi até rápido e já seguimos pro outro avião rumo a Atlanta, às 8:30 da manhã. Desembarcamos no nosso destino umas 2 horas mais tarde.

Depois de esperar alguns minutos em vão, o recepcionista-guia que nos levaria ao hotel, eu e cerca de 6 ou 7 pessoas resolvemos ir pra lá de metrô mesmo, cuja estação final fica dentro do aeroporto e parava praticamente dentro do hotel. Que maravilha!
Olha o trajeto:

Descemos na estação N1-Peachtree Center
Subimos uma das escadas rolantes mais longas do mundo e ainda por cima super íngreme 
Saímos numa boa praça de alimentação, monitorada pelo Jeff (foto), essa figuraça muito gente boa, que eu apelidei de Guarda Belo. (Mas com esse uniforme, ele mais parece um guarda florestal, né?)

Seguindo, passamos por uma passarela coberta

Vista de dentro da passarela

Lá é muito comum essas passarelas que ligam um prédio no outro


Seguindo já por dentro do prédio do hotel, chegamos ao lobby, onde fizemos o check in no balcão da recepção, aí fui pro meu quarto, no 37º andar.
Olha que vista!
Mais à direita
Mais à esquerda
SENSACIONAL!
Bem vindos ao 1º mundo!

Atlanta parte 1 - intróito

Neste momento, dou o ponta pé inicial no revival de uma extraordinária viagem que fiz a Atlanta-EUA, dos dias 23 de junho a 4 de julho de 2010. 


O foco principal não foi o turismo e sim a Conferência Geral, a reunião mundial (uma espécie de Copa do mundo) da Igreja Adventista do Sétimo Dia que acontece a cada 5 anos, da qual fui convocada como uma dos 2.656 delegados de todas as partes do mundo. Um privilégio sem igual!

Apesar das muitas reuniões (às vezes, nos 3 turnos do dia!) deu pra conhecer um pouco dessa linda cidade com 5 milhões e meio de habitantes, localizada no sul dos Estados Unidos.


Quero contar tudo, mas aos poucos, por partes, obedecendo o que propus aqui, esses dias: a separação de temas nos meus 2 blog's. 
Sobre a Conferência Geral, falo tudo lá no "Boas novas", o meu blog cristão; sobre Atlanta e os poucos, mas incríveis passeios que fiz, conto tudo aqui mesmo, no "K entre nós", combinado?

Boa viagem :)  

quarta-feira, 2 de junho de 2010

A 1ª batida no carro, a gente nunca esquece!

Eu dirijo desde os 14 anos de idade. Meu pai que me ensinou, num período de férias na Bahia. Foi a glória pra mim e pro meu irmão, que tinha 13.

Antes que alguém condene meu querido e bom pai,  por tão grande irresponsabilidade, quero dizer que os tempos eram outros (hahahahah!!!! Parece papo daquela tia velha!) e no Nordeste, isso era uma prática muito comum. Lá, os jovens ganhavam seu 1º carro no aniversário de 15 anos! Sério!
Mas o principal argumento eu deixei por último: eu sempre fui precoce, portanto, com 14 anos, eu tinha maturidade e juízo de 18! (cof,cof,cof) Pode crer! 
Na época (1982) eu morava em Natal, cidade pacata até hoje e todos os dias (é isso mesmo!) TODOS OS DIAS eu  treinava!  Aluna super aplicada, eu precisava aprimorar minha direção, uai!

Como o meu pai praticamente não usava o carro pro seu trabalho, eu "roubava" o carro da garagem e rodava a tarde inteira! Que beleza!
Como eu falei, os tempos eram outros, inclusive na questão do preço da gasolina!

O detalhe é que eu não aprendi a dar a ré (morria de gastura) e pra tirar o carro da garagem, meu irmão empurrava o carro pra rua, que era levemente inclinada, e só lá na esquina eu ligava o carro e dava a partida com o meu cúmplice, sem rumo. 
Como já falei, era a glória!

A gente rodava o nosso bairro todinho, visitava os amigos (que morriam de inveja!) e se divertia horrores! Pra mim, aquilo era o mesmo que estar na Disney!

Eu e meu irmão, democraticamente, revezávamos no volante, mas confesso que eu era bem mais fominha e tinha uma 'leve tendência' de querer monopolizar, mas entre tapas e beijos, a gente se entendia.

Em abril daquele ano, meu pai foi transferido pra Recife e mesmo ciente de que era uma cidade maior, com trânsito mais agitado, não me intimidei, porque com o "intensivão" diário em Natal e já sabendo dar a ré (minha amiga Suêrda me ensinou na marra, quase que com uma faca no meu pescoço!) a nova cidade já tava no papo!

E tudo conspirava a favor: o trabalho do meu pai ficava duas ruas atrás da nossa casa e todo dia ele ía trabalhar a pé. Fim de semana muitas vezes ele viajava, ou seja, o carro era TODO MEU! Uh-huuuu!!!!

A essa altura, eu já tinha sido empossada oficialmente A motorista da família. Meu irmão nem se interessava muito pelo carro e abriu totalmente o caminho pra mim; e minha mãe, sendo canhota, nunca conseguiu dirigir passando a marcha com sua mão direita (ô dozinha!) e logo percebeu que não tinha dom!

Mas eu tinha! Nasci pra isso, minha gente! 
Minha mãe precisava ir ao centro, ir num outro bairro, aqui ou acolá, quem a levava de carro? EU!
Maravilha!

E quer saber? Eu sempre dirigi muito bem! 
"Moléstia" à parte!

Todo dia eu ía pra escola de carro; toda sexta à noite eu ía de carro pro ensaio do grupo musical do qual eu era pianista e depois, muitas vezes, com o som no talo, eu ía sozinha dar uma "voltinha" na orla de Boa Viagem (que ficava uns 15 quilômetros da minha casa) pra arejar minha mente tão exausta! Nada podia ser mais prazeroso que isso! E quase todo domingo eu ainda ía pra praia com as amigas. De carro, claro!
(Sinceramente? Hoje eu me arrepio ao lembrar disso!)

Mais pro final do ano de 82, eu já com meus 15 anos, numa bela tarde de sexta-feira eu voltava da escola com o carro cheio de caroneiros, (aquela farra de sempre), quando já pertinho de casa, numa rua de mão única, eu vi uma kombi saindo da garagem e um outro carro parado, esperando a manobra. Eu vi toda a cena, desacelerei bonitinho, mas me distraí com os amigos e quando olhei pra frente, tava em cima daquele carro parado. Não deu outra: CRASH!!!!

Meu coração disparou, minha cara queimou, minhas pernas ficaram bambinhas e eu me vi no maior apuro já vivido até então! Que loucura!

Eu fiquei com ódio de mim mesma, porque sabia que aquela batida podia ter sido evitada! Não só porque eu vi tudo antes e me distraí, mas principalmente porque eu podia ter enfiado o pé no freio com muito mais força! Só que eu amarelei pela razão mais besta do mundo: eu sempre tive a neura de que se fizesse isso, meu pé ía vazar lá embaixo e eu acabaria freando igual os Flinstones! Ô derrota!

Quando eu olhei direito, o carro no qual eu tinha batido era simplesmente O CARRO MAIS LUXUOSO DA ÉPOCA: um Del Rey 4 portas. Hoje isso não existe mais, porque são muitas as opções de carros de luxo, mas naquela época essa distinção era bem mais definida!

Pra piorar, lá dentro estava uma moça muito grã-fina, com o seu motorista particular!
Socorro, mamãe!!!!!!
Aquela moça podia ser a filha mimada de algum empresário poderoso, ou de um político poderoso, ou de um mafioso poderoso, ou, pior ainda: as 3 coisas ao mesmo tempo!
Puuuuuuuutz! 
A morte é melhor!

Eu fiquei lá, paralisada, sem conseguir me mover, bem como os meus pseudo-amigos, que não fizeram NADA pra levantar minha moral!

De repente, vejo as portas do carrão se abrirem: primeiro veio o chofer, pra ver se alguém tinha se machucado... mas  ele viu coisa muito pior: uma criança ao volante! 
Correu lá na patroa. (Fofoqueiro de uma figa!)
Lá vem a moça e para na minha janela, olha bem pra mim e, verdade seja dita, com muita ternura (gracinha!) me pergunta: "vc tem carteira de motorista?"
Eu, uma criança bem cara de pau e sem nenhum dote teatral, disse que SIM, mas que não estava comigo! (Tava com o meu pai, inclusive tinha o nome e a foto DELE!)

Ela, muito boazinha mas incrédula, claro, só deu um sorrisinho no canto da boca e falou pra eu ligar pra minha casa, que ela teria que chamar a polícia pra fazer o B.O.
Ai,ai,ai,ai,ai!
Diante da gravidade daquela situação, eu nem podia me dar ao luxo de ficar sem ação, pois tinha que correr contra o tempo! Precisava agir mais rápido que a polícia!
Ó céus!

Lembrando que naqueles idos de 1982 não havia telefone celular, então eu corri desembestada pro prédio da CELPE (a companhia de energia do estado de Pernambuco), em frente de onde estávamos, buscando uma alma compassiva que me desse a mão naquele momento desesperador!

A essa altura, meus amigos fajutos já tinham evaporado e eu, tão caridosa para com eles, oferecendo carona todo dia, agora me encontrava sozinha, na cova dos leões!
(Tá vendo como a vida é injusta e a decepção muitas vezes vem de onde você menos espera? Covardia!)
Consegui telefonar e por misericórdia divina, meu pai estava em casa! Dei a horrenda notícia a ele, que em poucos minutos já estava no local do crime, antes mesmo da polícia chegar pra me levar algemada no camburão!
Minha imaginação voava e eu conseguia me ver no xilindró, recebendo visitas e bolos recheados com 3-oitão!
Ai que horror!

Papai, um diplomata nato, a mansidão em pessoa, com muito jeito, conversou civilizadamente com a moça e com a polícia, reconheceu o seu erro de pai generoso, moderno e liberal (tadinho!) e se comprometeu a pagar os prejuízos do carrão. E ficou só nisso mesmo. (Graças a Deus não existia esse código de trânsito vigente que assombraria os motoristas generosos, modernos e liberais do passado!)

Bem, eu mesma não vi nada disso, porque quando o meu pai chegou ao local da batida, pedi que ele me deixasse ir pra casa, onde me enfiei debaixo das cobertas, com vontade de não sair de lá nunca mais! Afe!

À noite, toda a família já sabendo do triste ocorrido, ouvi  sermão, levei merecidas broncas, fiquei de castigo sem pegar no carro por alguns dias, mas... como a necessidade fala mais alto, logo eu estava de volta ao volante, toda serelepe, levando minha mãe pr'ali e pr'acolá e, claro, passeando com as amigas, pois ninguém é de ferro, pôxa!
 

PS: Crianças, por favor, não reproduzam isso, ok?
Como falei, os tempos eram outros!